São Paulo, 27 (AE) - Os preços do comércio varejista da região metropolitana de São Paulo foram bastante pressionados na terceira quadrissemana de setembro, registrando aumento de 2 50%. O índice mede a variação dos preços das quatro últimas semanas em relação à média das quatro semanas imediatamente anteriores. A segunda prévia já mostrava índicadores de alta. O índice ponta-a-ponta, que mede a variação dos preços da semana de referência em relação à mesma semana de agosto, ficou positivo em 4,08%. Na última prévia, esse índice atingiu o percentual de 2,42%. No conceito semanal (variação dos preços em relação à semana anterior), a variação foi positiva em 1,45%, quando na semana anterior o mesmo índice ficou em zero. Nas três primeiras semanas de setembro, a variação acumulada semanal dos preços já está em 2,71%.
Os dados são do Índice de Preços no Varejo (IPV), pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), divulgada em parceria com a AGÊNCIA ESTADO. Os setores que apresentaram aumentos mais significativos foram os de bens não duráveis (3,92%) e semiduráveis (3,02%) e os de material de construção (1,79%). Os produtos responsáveis pelas altas foram os alimentos, vestuário e produtos farmacêuticos, com variação positiva de 4,15%, 2,37% e 2,24%, respectivamente. Os custos de carros também pressionaram o IPV. A taxa quadrissemanal dos preços de automóveis novos registrou 1,12%, enquanto a variação ponta-a-ponta ficou em 5,14%.
O grupo alimentos tem um peso substancial no índice. De maio a julho, este item segurou a inflação com índices negativos de 1,60%, 0,04% e 1,31%, respectivamente. A partir de agora, no entanto, a época é própria para os reajustes sazonais de alimentos. O segmento de semiduráveis, por sua vez, está mostrando comportamento atípico. Segundo a pesquisa FCESP-AE, no final do inverno, começo de verão, normalmente os estoques remanescentes são liquidados, provocando baixas de preços dos produtos antes da entrada da nova coleção, quando, então, os preços são novamente reajustados. Nesta estação isso não está acontecendo, em razão de não existir estoques e por causa da demanda por semiduráveis continuar aquecida.

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