Preços do setor químico têm alta de 2,69%
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de julho de 1999
Por Carin Homonnay Petti 
São Paulo, 19 (AE) - Os produtos químicos ficaram em média 2,69% mais caros em maio. No mesmo período, as vendas físicas do setor aumentaram 3,84%, depois de queda de 5,60% em abril. Os dados, da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), são os mais recentes disponíveis e ainda não estão consolidados.
Segundo a entidade, a alta de preços em maio reflete o aumento de 42%, nos primeiros cinco meses do ano, na cotação da nafta, insumo básico do setor. Com a alta, os orgânicos básicos e os intermediários para plásticos registraram aumento em torno de 6%.
Nos 12 meses encerrados em junho, os preços do setor acumulam alta de 20,57% - resultado principalmente da desvalorização cambial. No mesmo período, o IPA-industrial, da FGV, registrou aumento de 11,91%. Apesar dos aumentos pesados, segundo a Abiquim, os preços reais do setor em maio estavam 0 63% abaixo do registrado no mesmo período de 98.
Também na avaliação da entidade, o crescimento do volume comercializado em maio é em parte resultado de maior número de dias úteis do mês. Também contribuiu o retorno das atividades normais da Copene e Copesul, centrais de matéria-prima para indústria química que tiveram algumas interrupções por problemas técnicos no mês anterior.
Segundo a associação, o nível de emprego do setor esteve praticamente estável, com alta de 0,01% em abril e de 0,01% em maio, conforme dados ainda não consolidados. No ano, há queda de 1,04%, em comparação com redução de 2,18%, no mesmo período de 98.


