São Paulo, 7 (AE) - Os aumentos de até 40% nos preços de materiais para construção civil anunciados depois da desvalorização cambial já estão se revertendo. Os fabricantes de esquadrias de alumínio por exemplo, ajustaram suas tabelas entre 30% e 40%. Entretanto, na hora de fechar negócios tiveram de se contentar com aumentos em torno de 5%, diz o diretor da incorporadora Inpar, Gerson Bendilati.
Segundo ele, a empresa está postergando compras para frear a disparada dos preços. "Adiamos o máximo possível para evitar altas abusivas", diz.
A situação é parecida com insumos como tintas, fios e tubos de cobre, cujos fabricantes ensaiaram aumentos de entre 20% e 23% por conta do uso de matéria-prima importada ou, no caso de itens facilmente exportáveis, de atrelamento dos preços ao dólar.
"Ainda não dá para saber qual foi o ajuste real dos produtos, mas com certeza ficou abaixo do pedido", diz o vice presidente de tecnologia e relações com mercado do Secovi (o sindicato da habitação), Cláudio Bernardes.
Segundo ele, ainda é cedo para saber se impacto da desvalorização cambial se limita às altas mensais em torno de 1 5% registradas nos custos do setor depois da desvalorização do real. "Por enquanto as empresas estão adiando compras, mas aumentos da demanda poderão dar brecha a novos repasses", afirma.

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