Preços ao consumidor americano sobem 0,1% em novembro
Washington, 14 (AE-DOW JONES) - Os preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos subiram apenas 0,1% em novembro, ante uma alta de 0,2% no mês anterior, pois a menor aceleração verificada nos custos dos alimentos, da energia e do vestuário, atenuou o efeito do aumento das passagens aéreas e dos medicamentos. Dados divulgados hoje (14) pelo Departamento do Trabalho revelam ainda que o núcleo do índice, que exclui os alimentos e a energia, subiu 0,2%, resultado idêntico ao de outubro.
O ritmo de aceleração dos preços ao consumidor em novembro foi o menor em cinco meses, embora as vendas no varejo tenham crescido mais que o esperado, conforme números do Departamento de Comércio também divulgados hoje. O relatório indica que as vendas no comércio aumentaram 0,9%, para US$ 255,8 bilhões, puxadas por uma elevação da ordem de 2,4% nas compras de veículos.
Excluídas as compras de carros e caminhões, os negócios no varejo aumentaram 0,4% em novembro. Em outrubro, as vendas no comércio varejista haviam subido apenas 0,3%, mas os negócios com veículos tinham registrado expansão preliminar de 0,5%, posteriormente revista para 0,5%.
Para os analistas, os resultados anunciados pelo Departamento de Comércio hoje indicam que as vendas de Natal devem ser bem fortes este ano. Mas, nas lojas, as vendas de bens não duráveis aumentaram apenas 0,4% no mês passado, o menor avanço desde junho. As compras de medicamentos caíram 0,8%, eliminando os ganhos verificados nos setores de vestuário e itens de consumo em geral, enquanto os negócios feitos no setor automobilístico envolveram 1,28 milhões de veículos, o que pode fazer com que os resultados do ano no segmento ultrapasse o recorde de 16,03 milhões de unidades, verificado em 1986.
Para os economistas do Morgan Stanley Den Witter em Nova York
a economia norte-americano dá sinais de estar mais competitiva, mais produtiva e mais eficiente, o que torna as perspectivas para o ano 2000 altamente positivas. No acumulado do ano, por exemplo, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) aumentou 2,7% a uma taxa anualizada, ante 1,6% nos 11 meses do ano passado, mas o núcleo do indicador subiu apenas 2% até novembro deste ano, ante alta de 2,3% no mesmo período de 1998.
Os preços da energia, que respondem por 10% do índice, ficaram inalterados em novembro, depois de registrar uma queda de 0,1% em outubro. "A energia é chave para a perspectiva de inflação no ano 2000", afirma um economista que acredita que os preços do petróleo no mercado internacional ainda não atingiram seu pico.
Já a remuneração média semanal dos trabalhadores norte-americanos aumentou apenas 0,3% em novembro, em termos reais (descontada a inflação do período), pois o número de horas trabalhadas cresceu, enquanto o ritmo de alta do rendimento por hora ficou inalterado. Em relação a novembro do ano passado, o rendimento dos trabalhadores avançou 0,9% em termos reais, um dos menores avanços em 33 anos.





