Preconceito dificulta ação contra o câncer de próstata
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terça-feira, 29 de junho de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Vencer o preconceito é o primeiro passo para evitar uma doença que atinge mais de 30 mil homens no Brasil, o câncer de próstata. Segundo o urologista, Roberto Matsumoto, deste total cerca de 30% podem estar condenados à morte, devido ao diagnóstico tardio. Para evitar que esta situação se agrave, a Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml), iniciou na manhã de ontem uma campanha para incentivar a realização de exames de sangue que diagnosticam a doença.
A campanha é destinada a usuários, titulares e dependentes do plano de saúde da Caapsml e vai ser realizada durante todo o mês de julho. ''Foi realizado um perfil do público e constatamos que cerca de 1500 pessoas poderiam fazer os exames, mas acredito que pouco mais de 500 façam. Isto porque ainda há muito preconceito'', contou o urologista. Os exames de sangue serão oferecidos para homens com mais de 45 anos. Embora seja eficaz, este teste traz um resultado com 80% de confiabilidade, mas se aliado ao toque retal, o diagnóstico chega a 99%.
De acordo com Matsumoto, a doença só tem cura se detectada na fase inicial. ''Mesmo com os avanços tecnológicos, o tratamento é difícil'', relatou o urologista. Na fase inicial, a cirurgia é a resolução do problema. Sessões de radioterapia também estão sendo usadas para evitar a intervenção cirúrgica. Já em casos avançados o tratamento é feito com hormônios, que podem retardar o crescimento do tumor. O câncer é uma doença degenerativa, que se agrava à medida que a próstata vai envelhecendo.
O pediatra Renato Mikio Morya, de 46 anos, derrubou o preconceito e decidiu fazer o exame. ''Se tem a possibilidade de prevenção, é melhor do que ter que fazer um tratamento mais caro'', disse. Morya admite que deixou para a última hora, mas agora que entrou na faixa de risco não terá como evitar.


