Melbourne, Austrália, 30 (AE) - Martina Hingis nasceu para ser campeã. Batizada com este nome em homenagem a Martina Navratilova, logo aos 2 anos de idade, sua mãe, Melanie Monitor, já colocou uma raquete em suas mãos. Aos 4 começou a disputar os primeiros torneios. Aos 8 mudaram-se de Kosice, na Eslováquia, para Trubbach, na Suíça, em busca de melhores condiçäes para a carreira de tenista. A obsessão materna fez da menina uma campeã precoce, de infância e adolescência sem bonecas e muitos treinos.
Da adolescência, Martina Hingis guarda o largo sorriso. Não tem do que reclamar da carreira de tenista. Está se transformando numa consumidora de recordes. Aos 16 anos ganhou o primeiro título de um Grand Slam, justamente na Austrália, em 1997, ao derrotar Mary Pierce na final. Na mesma temporada ganhou os títulos de Wimbledon e do US Open e iniciou o ano de 1998, como a mais jovem jogadora da história a defender um título do Slam, quando foi a bicampeã em Melbourne.
Hoje Martina Hingis tem apenas 18 anos e uma coleção de troféus. Já ganhou 20 títulos de simples e outros 21 de duplas. No Grand Slam tem cinco títulos de simples e nas duplas é a quarta mulher na história do tênis a vencer, em um mesmo ano, o de 1998, os títulos dos quatro torneios do Slam - Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open - .
Antes dela apenas a brasileira Maria Esther Bueno tinha feito o mesmo, em 1960, e a dupla Martina Navratilova e Pam Shriver também alcançou a façanha em 1984.
Seu brinquedo hoje é colecionar jóias. Sempre as compra quando ganha um título importante. Joga com muitos anéis, brincos e relógios valiosos. Gosta também de cavalos e comprou três, chamados de Montana, Sorrenta e Velvet. Mas não pode andar muito. Contam que sua mãe não deixa, pois certa vez levou um tombo e ficou semanas afastada dos treinamentos.
Para não afastá-la dos treinos, em sua casa em Trubbach construiu uma quadra de "rebound ace", a mesma superfície em que se disputa do Aberto da Austrália e, por isso, talvez se sinta tão confortavel nesta competição.
Autoconfiança - Para que a ouve a primeira vez, Martina Hingis parece ser arrogante. Suas declaraçäes são, no entanto, de quem tem autoconfiança, como falou hoje, depois de sua vitória sobre Amelie Mauresmo. "Joguei muito bem, não poderia ser melhor", disse. "Acho que dos dois lados - esquerda e direita - estava mostrando um grande tênis." Também não se intimida com o fato de não estar na liderança do ranking, posição hoje ocupada pela norte-americana Lindsay Davenport.
Revelar considerar-se a melhor do mundo e assumir a liderança é uma questão de tempo. "Estou em excelentes condiçäes", garante. "Tive um bom começo de ano aqui na Austrália e se continuar assim a liderança virá naturalmente." Na praia - Para marcar a conquista do tricampeonato do Aberto da Austrália, Martina Hingis foi fazer uma festa na praia. Levou uma mulditão de fotógrafos para a Brighton Beach e posou como modelo, com um vestinho vermelho curto. Aproveitou até para dar uma "canja" a um casal de noivos, que também aproveitava o cenário para fotos.
Duplas masculinas - A Austrália não ficou só olhando os estrangeiros ganharem prêmios. O principal ídolo da atualidade do tênis australiano, Patrick Rafter conquistou o título de duplas, ao lado do sueco Jonas Bjorkman. Numa final bastante equilibrada, rafter e Bjorkman venceram os indianos Lenades Paes e Mahesh Bhuparthi por 6/3, 4/6, 6/4, 7/6 (12/10) e 6/4, em 3h16 de jogo.

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