Curitiba - O brasileiro inicia a vida sexual por volta dos 14 anos de idade. A revelação é de uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Mary Garcia Castro, uma das três pesquisadoras responsáveis pelo trabalho, esteve em Curitiba ontem pela manhã, no Centro de Convenções de Curitiba, apresentando os números. A palestra da pesquisadora fez parte de um seminário destinado a profissionais das áreas de educação, sexualidade humana e saúde. O seminário foi promovido pelo Centro Paranaense da Cidadania (Cepac). O evento também contou com outras parcerias, como a da Unesco.
A pesquisa inédita sobre juventude e sexualidade, divulgada recentemente em Brasília, ouviu 16.422 alunos de 241 escolas públicas e particulares de 13 capitais mais o Distrito Federal. Curitiba não foi pesquisada. Mas segundo Mariana Thomaz, coordenadora da DST/AIDS da Secretaria de Sa© úde de Curitiba, o Paraná e a capital seguem a média nacional. Em Curitiba, de acordo com ela, o adolescente aparenta ser bastante maduro. A constatação tem por base a primeira fase do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, que visa a disponibilização de preservativos para adolescentes com mais de 14 anos em escolas públicas da capital.
''Cerca de 30% dos adolescentes pegaram os preservativos. Concluímos que estes 30% já têm vida sexual ativa e que os demais ainda não, ainda estão mais envolvidos com e aducação sexual, ainda buscam informações e estão descobrindo o tema'', disse Mariana Thomaz.
Mary Garcia Castro explicou que a pesquisa da Unesco aponta que, além da iniciação sexual precoce, os jovens brasileiros não atribuem importância à virgindade. Por outro lado, mais de um terço dos alunos pesquisados (com idade entre dez e 24 anos) acredita que seus parceiros têm relação sexual apenas com eles, sendo que 80% recusam a perspectiva de existir amor sem fidelidade. Em média, 70% indicam manter relação com apenas uma pessoa. Para a pesquisadora, os jovens apostam na fidelidade do parceiro. ''As garotas se previnem contra a gravidez, tomando pílula, por exemplo, mas contra as doenças sexualmente transmisssíveis, justamente por acreditarem tanto no parceiro. E a presunção da fidelidade é uma doença'', disse.

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