Preço pode chegar a 10% do valor da peça nova
Se o comércio de roupas usadas é um excelente negócio para quem vende, também oferece vantagens para o consumidor. O maior argumento dos lojistas do ramo é a possibilidade de se comprar uma roupa importada, com modelos diferenciados e de qualidade até superior à nacional, por 10% do valor de uma peça nova.
Há dois anos no comércio em Ciudad del Este, o Mercado Americano - Quase Grátis vende as roupas por US$ 9,00 o quilo. Conforme o peso, um sobretudo de lã pode variar entre R$ 20,00 e R$ 35,00. As roupas são colocadas em grandes bancadas, divididas em oito setores, conforme a peça (casacos, sobretudos, roupas de cama e banho, roupas para criança etc).
O proprietário Mohamad Hussein Hussein conta que vende em média 21 mil quilos/mês, com a importação de oito contâineres de Estados Unidos, Canadá e Europa. Ele mantém outras duas lojas, em Pedro Juan Caballero e Assuncão.
O baixo custo atrai cada vez mais clientes e revendedores. Na loja, quando um dos fardos é aberto, as roupas são disputadas mão-à-mão. Para quem observa, é o exercício prático do desejo de todo consumidor: poder comprar em quantidade. Mesmo com as peças amarrotadas e às vezes até sujas pelo transporte, todos acabam experimentando as roupas no próprio salão.
O hábito de comprar roupas usadas há 18 anos e o desemprego, fizeram com que o casal Carlos e Tânia Moreira, de Curitiba, se tornasse revendedor. Há um mês e meio no negócio, eles faziam compras na loja pela segunda vez. Ainda não temos experiência, disse Carlos.
Ele conta que pretendia gastar R$ 700,00 e obter até R$ 2 mil com a revenda das roupas. O casal garante que vende cada peça pelo menor preço possível para a mercadoria ter giro rápido. O lucro garantido faz Tânia e Carlos enfrentarem o cansaço e o receio da fiscalização. Se a gente for pego uma vez, o caixa quebra, receia Carlos.





