São Paulo, 29 (AE) - O vice governador Geraldo Alckmin anunciou no início da noite de hoje que o valor do lance mínimo para o leilão de privatização da Companhia de Geração Paranapanema será de R$ 651,4 milhões ou, em valores exatos, R$ 651.465.111,33, conforme edital a ser publicado ainda esta semana. Pela manhã, o governador Mario Covas anunciara, em Andradina, que o preço mínimo da empresa era de R$ 582 milhões. A Paranapanema é a primeira empresa resultante da cisão da Cesp a ser privatizada.
Alckmin, que preside o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (PED), confirmou, em entrevista coletiva, a data do leilão para 27 de julho, apesar da existência de uma liminar na cidade de Porecatu no Paraná. A Procuradoria Geral do Estado aguarda o julgamento de recurso no Tribunal de Justiça do Paraná, mas segundo os dirigentes do PED a liminar não impede a publicação do edital e nem a realização do leilão. Outra cidade paranaense, Uraí, também teria conseguido liminar contra a venda da Paranapanema, mas o governo paulista não tinha, até hoje (30) à noite a confirmação desse fato.
As regras de venda da Paranapanema definidas pelo PED estabelecem que além do lance mínimo, os interessados devem acrescer um cheque de R$ 21,058 milhões, correspondente ao deságio dos empregados. Dos 5% de ações que serão ofertados aos empregados, a metade terá um deságio de 50%. O bloco ofertado em leilão será 38,66 %de ordinárias, mais 5% de ações preferenciais nominativas para os empregados que podem ser pagas até 60 dias depois. Do desembolso total, 30% podem ser pagos titulos da Companhia Paulista de Ativos (CPA), correspondentes à participação da Secretaria da Fazenda (21,10%) e da própria CPA (10,28%). Os recursos obtidos na privatização, segundo o governo paulista, serão canalizados no pagamento de dívidas, incluindo as garantias do governo do Estado na renegociação de débitos com a União.
Alckmin disse que oito empresas que já visitaram a sala de informações da Paranapanema: as nacionais VBC e Metropolitana e as estrangeiras Tractebel, Duke, CMS, Sithe, Endesa e AEP ao grupo rede George Queiroz.Por Jô Pasquatto ATENÇÃO EDITORES: Essa retranca acrescenta informação com texto novo

mockup