Preço mínimo aceitável deixa dúvidas
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terça-feira, 18 de maio de 1999
Por Carin Homonnay Petti 
São Paulo, 19 (AE) - Encher o tanque do carro pagando pouco, todo mundo quer. A economia, porém, pode trazer efeito colateral: a adição de solventes na gasolina. O artifício, assim com a sonegação de impostos, é usado por alguns postos como forma de baratear o preço na bomba. Há divergências, contudo, sobre o preço mínimo possível para a venda do combustível sem aditivos proibidos ou fraudes fiscais.
Para o Sindicom, o sindicato que reúne a grandes distribuidoras do País, cifras inferiores a R$ 0,9970 são sinal de irregularidade. Há, contudo, quem discorde dos cálculos. Segundo a Axial, distribuidora média com 4% do mercado da grande São Paulo, é possível vender a gasolina por R$ 0,8854.
Para azar do consumidor, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) é incapaz de dar a palavra final sobre o assunto por ainda estar analisado os custos do setor.
Tanto a Axial como o sindicato se munem de planilhas para sustentar seus números. A principal responsável pela diferença entre os cálculos é a margem mínima do posto revendedor, de 15 centavos por litro para o Sindicom - quase o sobro dos oito centavos da planilha da Axial, calculada com base nos postos da distribuidora. "É perfeitamente possível trabalhar com uma margem de oito centavos", garante o proprietário da rede, Ernesto de Andrade.
As planilhas também divergem quanto às margens possíveis para as distribuidoras, de quatro centavos para a Axial e de seis centavos na planilha do Sinduscom -variação de 50%.
Segundo o sindicato, além da sonegação e da adição de solventes, as liminares para o não-recolhimento do PIS e da Cofins dão dose-extra à competitividade das empresas.


