Londres, 26 (AE-AP) - Os contratos futuros de petróleo do tipo Brent subiram hoje (26) no mercado londrino. O barril do produto para entrega em agosto foi cotado a US$ 19,41, ante US$ 19,32 no fechamento da sexta-feira.
Os contratos para entrega em setembro, também negociados na Bolsa de Metais de Londres (LME), avançaram de US$ 19,34 para US$ 19,35. Desde o início do ano, esse tipo de petróleo subiu mais de 80%, atingindo a maior marca em 20 meses, em decorrência dos cortes de produção acertados no âmbito da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Se o cartel, responsável por um terço da oferta mundial do produto, mantiver as cotas fixadas no início do ano é provável que as cotações subam ainda outros 25% até dezembro, avaliam os analistas do setor. A fartura de petróleo pode desaparecer no terceiro trimestre", disse um especialista da SG Securities Ltd.
"Se as restrições da Opep forem mantidas é provável que os preços cheguem a US$ 22 ou US$ 24 o barril. As cotações do barril do produto no mercado londrino, porém, ficaram hoje praticamente inalteradas, tenho registrado alta máxima de US$ 19 52.
A vitória do cartel depois de anos de tentativas ineficazes de elevar o preço do produto, trouxe boas novidades para a Arábia Saudita e para o Irã, além de outros integrantes do cartel, cuja receita havia caído em um terço, ou US$ 50 bilhões, para US$ 104 bilhões no ano passado, por causa das baixas cotações. A alta, contudo, poderá provocar inflação, além de prejudicar motoristas e indústrias que usam derivados de petróleo, como as linhas aéreas.
Em Nova York, as cotações do petróleo ficaram inalteradas em US$ 20,63 o barril no início do ano. A elevação recente proporcionou uma alta nos preços das ações das companhias de petróleo, como é o caso da Shell Transport & Trading Co., filial britânica da Royal Dutch/Shell Group, cujas ações avançaram 33% no ano. A BP Amoco Plc, segunda maior empresa do setor na Europa também viu suas ações subirem 33% este ano, enquanto as da Exxon Corp. registraram variação positiva de 17% nos últimos cinco meses.

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