Preço do petróleo deve se estabilizar em US$ 18, dizem analistas
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terça-feira, 07 de setembro de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 8 (AE) - O preço do petróleo no mercado internacional deve oscilar em torno de US$ 18 por barril, segundo expectativa das empresas do setor, afirmou hoje o advogado Jean-Paul Prates, da consultoria Expetro e do escritório de advocacia Prates Associados. As duas firmas, especializadas no mercado de combustíveis, prestaram serviços para a Agência Nacional de Petróleo (ANP) no leilão de áreas para exploração de petróleo no País.
Prates explicou que as previsões das empresas são de que o valor médio do barril fique entre os US$ 18 ou US$ 16, em um quadro "pessimista", para estas companhias. A alta de US$ 22 registrada ontem (7), por causa da ameaça de greve de petroleiros na Venezuela, não deve permanecer, na opinião do advogado e consultor.
Ele lembrou que a alta não afetou os contratos de compra do produto fechados até então pelo Brasil, que são de longo prazo. "O mercado, hoje, é ditado pela demanda", argumentou Prates, para defender o argumento de que os produtores não podem mais impôr seus preços.
Ele lembrou que a influência da Venezuela é maior porque o país sulamericano conquistou maior influência no mercado norteamericano, o principal consumidor. "O maior vendedor de gasolina nos Estados Unidos é a Citgo, uma empresa venezuelana"
afirmou.
O consultor lembrou que o preço do petróleo, no ano passado, ficou abaixo de US$ 15, em um movimento de "depressão induzida" pelos países compradores. Este movimento acabou com a maior procura pelo produto e o "enrijecimento" da Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (Opep) para o respeito às cotas de venda determinadas pela organização.
Ele lembrou, no entanto, que a entidade não tem mais o poder que teve nos anos 70, por causa do aumento da produção de países não ligados à entidade. "Os países que não são da Opep produzem mais do que os ligados à Opep, que ainda têm as maiores reservas do mundo", afirmou.


