Nova York, 15 (AE-DOW JONES) - Analistas ouvidos pela Dow Jones disseram que os preços internacionais do petróleo poderão subir ainda mais até o fim deste mês. Hoje, os contratos de petróleo para março alcançaram a máxima de US$ 30,45 por barril na Nymex (New York Mercantile Exchange).
Para os analistas, os preços poderão subir por causa de uma queda na oferta de gasolina nos Estados Unidos e dos debates entre os países produtores sobre a prorrogação dos acordos para cortes na produção.
Uma redução na oferta de petróleo cru poderia tornar-se um problema agudo para os EUA, à medida que as refinarias se preparam para o período de pico de consumo de gasoluna, na primavera e no verão (abril/setembro).
Para os analistas, as divergências entre os membros da Opep e países produtores que não integram a organização, como o México, poderão atrasar a chegada do petróleo cru novo de que as refinarias precisam para atender a uma demanda mais alta por gasolina.
"Estamos olhando para US$ 40 por barril, se a produção mundial continuar a mesma, Mesmo que a produção aumente, eu não prevejo uma forte queda nos preços. Nós precisamos de petróleo"
afirmou o analista Tom bentz, da Paribas Futures.
Os contratos futuros de gasolina negociados na Nymex estão começando a antecipar a situação em que o mercado estará, caso a oferta de petróleo não aumente. Hoje, os contratos de gasolina para fevereiro subiram para 84,60 cents por galão, nível mais alto desde a Guerra do Golfo e o preço mais alto já alcançado por contratos para fevereiro.
Para o analista Peter Beutel, da Cameron Hanover, os preços da gasolina deverão continuar subindo até maio, caso persistam os padrões sazonais de preço. Um estudo de Beutel indica que os preços dos contratos de gasolina na Nymex subiram entre março e maio em cada um dos últimos 13 anos.
"A não ser que vejamos a Opep aumentar a produção, há muito pouco que poderá descarrilar a tendência de alta este ano", declarou o analista. Os estoques norte-americanos de gasolina estão na casa dos 200 milhões de barris.
Normalmente, eles crescem no quarto e no primeiro trimestres do ano, mas essa tendência tem sido mais fraca este ano. Na semana passada, o American petroleum Institute (API) informou que o nível dos estoques de gasolina estavam apenas 5,1 milhões de barris acima do nível do começo de novembro de 1999.
No mesmo período do ano passado, os estoques de gasoline cresceram 27 milhões de barris. Já a Agência Internacional de Energia mostrou, na semana passada, que há um abismo entre as estimativas de consumo global de petróleo para o ano 2000, de 77 milhões de barris por dia, e a estimativa de produção de 74,6 milhões de barris por dia ao longo do primeiro trimestre.
Os estoques mundiais já estão bastante abaixo dos níveis do ano passado e sofreram uma redução de 1,7 milhão de barris por dia no quarto trimestre de 1999. Sem um aumento na produção, disse a agência, os estoques vão se reduzir de maneira ainda mais acelerada.
"Sem mais petróleo dos produtores que estão limitando sua produção, a redução dos estoques no primeiro trimestre será ainda maior (do que no quarto trimestre de 1999), aumentando o risco de desabastecimentos locais e de volatilidade nos preços"
prossegue o relatório da agência.

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