Curitiba- A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) anunciou ontem um reajuste de 3,96% do gás natural para o mercado industrial. Os setores veicular, comercial e residencial terão um aumento de 5,85%. As novas tabelas entram em vigor em 16 de julho.
A medida será tomada para compensar parte das perdas causadas pelos reajustes repassados pela Petrobras às distribuidoras brasileiras a cada três meses, conforme o contrato de compra e venda do gás natural boliviano. Segundo a Compagas, os aumentos são maiores para os segmentos veicular, comercial e residencial porque receberam reajustes menores desde o ano passado.
Mesmo com esse realinhamento, os clientes do Paraná terão um reajuste menor do que os repassados pela Petrobras à Compagas. De janeiro de 2005 a julho de 2006, o reajuste no preço do gás natural vendido ao Estado foi de 53%. Neste mesmo período, a Compagas repassou para seus clientes cerca de 15%.
''Estamos procurando garantir a competitividade da indústria paranaense frente aos outros mercados'', diz o diretor-presidente da Compagas, Luiz Carlos Meinert. A Compagas conseguiu repassar o menor aumento na tarifa na Região Sul. Os clientes do Rio Grande do Sul receberam um reajuste de 7,5% em 1º de julho e os de Santa Catarina de 7,97% na última segunda-feira. ''A equipe financeira está há dez dias trabalhando nos números e esse reajuste é o mínimo necessário para garantir os investimentos na área de gás natural no Paraná'', explica Meinert.
De janeiro a julho de 2006, a Petrobras reajustou o preço do gás natural importado da Bolívia em 21,7%. No mesmo período, a Compagas repassou por volta de 8% (4,05% em janeiro e 3,96% em julho) aos consumidores industriais e absorveu o restante dos valores. A companhia também garantiu a estabilidade nas tarifas até o final de 2006, mantidas as atuais condições econômicas.
O gás natural está disponível hoje em sete municípios do Paraná (Curitiba, São José dos Pinhais, Campo Largo, Balsa Nova, Araucária, Palmeira e Ponta Grossa). São cerca de 1.800 consumidores dos mercados comercial, industrial, veicular, residencial e de cogeração, responsáveis por um consumo médio de 850 mil metros cúbicos/dia do combustível, com picos de 975 mil metros cúbicos/dia.

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