São Paulo, 09 (AE) - O contrato com a Bolívia garante, nos primeiros 5 anos de distribuição de gás natural, um preço indexado, em real, ao óleo combustível 1A (referência utulizada por ter maior teor de enxofre e ser mais poluente). Ou seja, se a Petrobrás baixar o preço do óleo combustível, o preço do gás também cai. De acordo com o presidente da Comgás, Júlio Lapa, o contrato prevê ainda um preço 15% mais barato que o óleo combustível, "justamente para dar ao gás condições de competividade e possibilitar uma penetração rápida no mercado".
Lapa afirma que o gás natural não vai perder competitividade com a variação cambial. "Até agora, não se falou em repasse algum aos preços por conta da desvalorização. Se a Petrobrás reajustar o óleo combustível, o gás també será reajustado", afirma.
Um fonte ligada ao setor energético paulista esclarece que, se há um risco cambial no preço, ele está com a Petrobrás. Entretanto, acrescenta essa fonte, "o preço do óleo combustível no mercado internacional caiu, e, com isso, a Petrobrás tem condições e espaço para absorver a variação cambial". Por isso, diz a fonte, a variação cambial não é nada catastrófica. "É bom considerar que os contratos com as empresas são de 20 anos", diz.
De acordo com essa fonte, o preço que a Comgás vem negociando está sendo definido caso a caso. "Ele é diversificado e está dentro de uma margem que permite, no mínimo
uma taxa de retorno de 15% para a Comgás", afirma.

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