Preço do álcool em leilão deixa governo otimista
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Por Mariângela Herédia 
Brasília, 28 (AE) - O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Bolívar Moura Rocha, disse hoje que o resultado do leilão para compra de álcool, realizado hoje pelo governo, confirma a indicação de saída do álcool do ambiente de crise que vem atravessando há 14 meses.
O menor preço de álcool comprado pelo governo no leilão foi de R$ 0,222 por litro e o preço máximo, de R$ 0,297, com uma média ponderada de R$ 0,236. No leilão da semana passada, o preço máximo atingiu R$ 0,360.
O fato de que, no leilão de hoje, o governo comprou apenas 37,4% dos 100,2 milhões de litros ofertados significa, na avaliação do secretário, que por esse mecanismo o governo induziu a retomada de preços no mercado, já que os produtores preferiram aguardar um preço melhor no mercado.
Ele admitiu a possibilidade de a retomada dos preços na bomba vir a afetar o valor pago pelo consumidor. Mas disse que a retomada deve ser uma volta ao patamar da normalidade, porque os preços atuais estavam irreais.
Segundo Bolívar, historicamente, o preço do álcool representava de 80% a 82% do preço da gasolina mas, após a liberação do mercado, em alguns locais hoje os preços do produto na bomba estão entre R$ 0,29 e R$ 0,30.
O secretário-executivo disse que a determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso e as ações do governo para garantir a retomada do Proálcool têm o objetivo de preservar 1,1 milhão de empregos diretos gerados pelo setor sucroalcooleiro e 66 mil fornecedores de cana.
Ele previu que, embora os problemas ainda possam perdurar no setor, as medidas tomadas pelo governo, como a isenção do IPI apenas para os táxis a álcool, o aumento de 24% para 26% da mistura de álcool anidro à gasolina e a frota verde (oficial), que deverá decolar a partir da oferta de carros a álcool pelas concessionarárias, deverão criar um adicional de demanda.


