Preço da geradora de energia Tietê fica em R$ 721,7 milhões
São Paulo, 02 (AE) - O lote de ações da Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê, que vai a leilão, teve preço mínimo fixado em R$ 721,7 milhões. O valor corresponde a 38,76% do capital da empresa pertencente ao Tesouro paulista, à Companhia Paulista de Ativos e à Nossa Caixa.
O novo controlador vai arcar também com R$ 23.330.867,18 relativos ao deságio aplicado nas ações oferecidas aos empregados. O preço mínimo já havia sido definido na última reunião do conselho-diretor do Programa Estadual de Desestatização (PED), realizada na última terça-feira, bastava apenas a confirmação do governador Mário Covas.
O vice-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que o edital de venda da empresa deve sair assim que o decreto que vai definir o órgão gestor da Hidrovia Tietê-Paraná ficar pronto. A secretaria dos Transportes será responsável pela fiscalização e normatização da Hidrovia.
Segundo o vice-governador, durante o prazo de concessão, que é de 30 anos, o novo controlador deverá arcar com a manutenção do órgão gestor da Hidrovia Tietê Paraná. O valor fixado para a manutenção é de R$ 100 mil por mês. Além das obras complementares na Hidrovia Tietê Paraná, estabelecidas no edital e no contrato de concessão, o produtor independente assumirá o compromisso de realizar o aumento de 15% na capacidade de energia instalada em até oito anos.
O cronograma inicial definido pelo PED estabelece que a companhia será vendida no dia 6 de outubro. A Tietê é a segunda das três empresa criadas a partir da divisão da Companhia Energética Paulista (Cesp) a ser privatizada. Em julho, a Cia. Paranapanema foi vendida à norte-americana Duke Energy.
A última das três, a Paraná (ou Cesp-remanescente), dona de 16% do parque gerador brasileiro, só deve ser transferida à iniciativa privada no ano 2000, como já admitiu o governador de São Paulo, Mário Covas.





