Preço da carne no atacado sobe com mercado mais enxuto
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domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Eduardo Magossi 
São Paulo, 01 (AE) - Os preços do mercado atacado de carne bovina registraram ligeira alta durante o fim-de-semana e iniciam o mês de março R$ 0,05 mais caros. Segundo José Vicente Ferraz, da FNP Consultoria, a alta foi provocada mais pelo pouco volume de carne existente no atacado do que de uma recuperação de demanda.
Ferraz explica que as vendas do atacado continuam retraídas porque, no varejo, as vendas estão fracas com o consumidor migra de forma expressiva para carne de frango, mais barata. Por outro lado, o atacado não está comprando muita carne porque o seu preço de revenda é menor que o preço do equivalente físico da arroba.
Hoje, os preços do traseiro/dianteiro estão em R$ 2 60/R4 1,60, o que projeta um equivalente físico de R$ 30,9 por arroba. Porém, os pecuaristas estão oferecendo R$ 32 para descontar o Funrural e a expectativa é de que os preços continuem neste patamar.
Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, enquanto as condições climáticas foram favoráveis ao pecuarista e forem registradas um bom volume de chuvas, ele irá adiar a venda do gado o maior tempo possível devido à instabilidade cambial. Para Torres, este represamento deverá sustentar o preço da arroba no mercado físico no curto prazo.
Ele acredita que este represamento também está sendo uma forma de agregar peso ao boi e favorecer a relação de troca, que anda muito cara. Porém, o analista adverte que, no longo prazo, com a chegada da seca, deverá haver uma oferta maior de gado, com provável queda expressiva de preços.
Segundo Élio Micheloni, da Fortune Consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos no interior paulista estão prontas até sexta nas empresas maiores e até quinta, no máximo, para as menores.
"Os frigoríficos exportadores estão com escalas maiores", disse. No Mato Grosso do Sul, o preço da arroba gira em torno de R$ 31 e R$ 31,5, com as escalas estão prontas também entre quinta e sexta-feira.


