Preço baixo compromete desempenho das exportações
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quarta-feira, 21 de julho de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 22 (AE) - O desempenho das exportações em junho foi afetado pelos baixos preços dos produtos vendidos, de acordo com o Boletim de Comércio Exterior de julho da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), divulgado hoje. O documento analisou os resultados do comércio exterior até o mês passado. Na análise da fundação, o déficit de US$ 144 milhões da balança comercial em junho indica a recuperação das importações e a frustração da expectativa de recuperação das exportações, após o bom desempenho em maio.
Segundo o boletim, em junho, o desempenho da balança comercial manteve a tendência observada durante todo o primeiro semestre, com quedas dos preços de produtos exportados e alta dos preços das comprados do Exterior, que compensam a redução da quantidade de importações. Assim, as importações em junho foram apenas 5,2% menores do que as registradas no mesmo mês, no ano passado, enquanto que as exportações tiveram declínio de 11,7%, pela mesma comparação.
De acordo com os economistas da Funcex, o crescimento da quantidade exportada dos produtos básicos e semimanufaturados neste ano, até junho, foi expressivo, mas anulado pelas quedas de preços. Os produtos básicos tiveram declínio de 14,7% dos seus preços em junho, comparação com o mesmo mês do ano passado, e acumularam redução de 18,4% durante todo o ano. Os semimanufaturados tiveram redução de 21,7% somente em junho, índice que ficou acumulado em 20,7% durante o primeiro semestre.
Importações - O desempenho das importações foi inverso, de acordo com os dados da Funcex. De janeiro a junho, os preços aumentaram 5,8%, enquanto que a quantidade de produtos que entraram no País diminuiu 22,9%. Este movimento foi acompanhado em todos os produtos importados, com exceção dos combustíveis. O boletim de análise chamou a atenção para a redução de 46,2% na importação de bens duráveis.
Embora a importação de combustíveis tenha caído durante todo o primeiro semestre, em junho, a compra do produto mostrou aumento de 43,2%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O produto foi um dos dois a registrar crescimento nas compras feitas no exterior, ao lado dos bens de capital, que aumentou 17 1%. O boletim informou que os resultados foram consequência do crescimento 5,1% da quantidade de bens de capital importados no mês. No caso dos combustíveis, a quantidade importada cresceu 20 3%.


