''Precisamos evoluir muito em política''
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de dezembro de 1998
Rosângela Vale 
Bisneto da princesa Isabel, D. Eudes é o segundo na ordem de sucessão caso a monarquia seja restabelecida no Brasil. Mas ele renunciou por si e por seus descendentes ao direito ao trono brasileiro ao casar-se com uma não-princesa. Essa regra da família real, entretanto, foi definida na época do plebiscito que decidiu o sistema de governo do Brasil, em 1993. Ficou estabelecido que todo mundo é candidato, mas quem decide é o povo. Acho coerente. Não cabe à família dizer quem é o melhor, acredita.
Para D. Eudes, o Brasil estaria melhor hoje se tivesse um rei que, isento de influência partidária, só aprovaria medidas realmente benéficas para o País. No entanto, o príncipe faz elogios ao governo de FHC. Ele é um homem de esquerda que só toma decisões em prol do Brasil. D. Eudes defende o voto distrital, critica o Congresso e denuncia: a desigualdade social é, em parte, culpa da Igreja Católica. Leia a seguir a entrevista.


