Precariedade aumenta risco de doenças
PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de julho de 2018
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 

A vida em locais sem saneamento básico aumenta o risco para as chamadas doenças infectoparasitárias, como verminoses, leptospirose e hepatite. "O impacto na saúde existe com certeza absoluta", afirma a médica Valéria Barbosa,diretora da atenção primária da Secretaria Municipal de Saúde. "É uma situação grave e bem preocupante", continua, destacando que a população das ocupações é atendida pelas unidades básicas de saúde, mas essa parcela não está no planejamento - inclusive de recursos humanos e financeiros da secretaria.
Segundo ela, os moradores das ocupações são os que mais procuram atendimento. "Atendemos enquanto saúde, mas precisamos de outras políticas para resolver a situação", avalia. Desemprego, falta de acesso à mobilidade urbana e alimentação de má qualidade são outros condicionantes que os colocam em situação de vulnerabilidade. "As más condições de vida causam distúrbios de crescimento nas crianças, baixa imunidade, pouco ganho de peso e, consequentemente, atraso de desenvolvimento", lamenta.
Coordenadora da UBS do conjunto Chefe Newton (zona norte), Vivien Velasco Morimitzu atende as famílias do assentamento Nossa Senhora Aparecida e da nova invasão do conjunto São Jorge. "É uma área muito vulnerável que se torna mais crítica por causa das condições socioeconômicas. As pessoas ficam mais predispostas a doenças infectocontagiosas", analisa ela, que observa a vulnerabilidade, mas não tem levantamento sobre a ocorrência das doenças.(C.A.)


