Pré-orçamento do Ouro Verde deve sair nos próximos dias
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nádina Moreno, afirmou ontem que aguarda para os próximos dias a entrega de um pré-orçamento para as obras de reconstrução do Teatro Ouro Verde, destruído por um incêndio em fevereiro.
Segundo ela, a Secretaria Estadual da Fazenda já fez uma consulta à universidade na semana passada pedindo uma previsão de gastos para incluí-la no orçamento estadual de 2013. ''Aguardamos que uma estimativa de valor seja entregue no prazo combinado'', afirmou a reitora, referindo-se ao dia 15 de setembro. Os projetos estão sendo elaborados por um grupo de projetistas voluntários ligados ao Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).
A previsão é que os projetos estejam concluídos em dezembro. No entanto, o grupo se comprometeu a passar uma prévia para a universidade com três meses de antecedência.
Enquanto os projetistas lutam para cumprir o prazo, os trabalhos de faxina no teatro destruído prosseguiram ontem com a demolição de mais uma parte da platibanda - recurso arquitetônico que usa alvenaria para esconder o telhado do prédio. Ontem, foi demolida a platibanda frontal. A dos fundos já havia sido demolida na semana passada. Nos próximos dias, haverá a remoção das platibandas laterais, informou a diretora Tânia Pessoa diretora de Obras e Manutenção da Prefeitura da UEL.
A faxina, feita pela Bom Tempo, da capital paulista, está atrasada. Antes mesmo da ordem de serviço, a empresa vencedora da licitação teve problemas técnicos. E depois do início dos trabalhos, esbarrou na falta de documentação adequada da planta do prédio e na necessidade do trabalho de remoção ter características artesanais (as máquinas não conseguem entrar no que sobrou do teatro).
A Bom Tempo também não cumpriu o prazo de 45 dias estabelecido em meados de julho com a assinatura do contrato. A UEL prorrogou o prazo por um mês e a demolidora tem ainda duas semanas para a retirada completa dos escombros.
No entanto, a Folha apurou que os engenheiros estimam que o serviço só esteja concluído na primeira semana de outubro. Depois da limpeza, o próximo passo será uma vistoria completa das estruturas que ficaram em pé. O laudo poderá obrigar os engenheiros a ajustarem os projetos de reconstrução.


