Jerusalém, 04 (AE-REUTERS) - Os pais de uma criança árabe- israelense que foi expulsa de uma pré-escola por causa de sua ascendência recebeu hoje (04) vários convites por parte de diretores judeus para que seu filho fosse matriculado em outros centros infantis.
A diretora Alona Ben Sheetrit afirmou que expulsou Wassim Houri, de 20 meses, no início desta semana, depois que pais judeus disseram que não queriam seus filhos brincando com um árabe.
"Eu fui pressionada. Eu disse para os pais (da criança árabe-israelense) que eu não poderia receber mais o seu filho na pré-escola", disse Ben Sheetrit ao Canal 2 da tevê de Israel. "Foi um erro", acrescentou.
O pai de Wassim, Philip Houri, disse hoje que, depois que o caso saiu na mídia israelense, recebeu várias ofertas de diretores judeus para que seu filho ficasse em suas escolas.
Houri disse que não está considerando a hipótese de abrir um processo contra a diretora da escola e que no momento pai e mãe estão escolhendo um novo local para deixar seu filho.
Um porta voz do município de Beersheba, onde a escola está localizada, airmou que o prefeito ficou chocado com o ocorrido, mas que não poderá atuar contra a pré-escola por esta se tratar de uma instituição privada.
O Minitério da Educação de Israel, através de um comunicado, afirmou que a expulsão é errada, mas que, pelo mesmo motivo alegado pela prefeitura, não poderá tomar nenhuma ação legal contra a escola.
Há cerca de um milhão de árabes-israelenses em Israel, que tem uma população total de 5,9 milhões. Constantemente eles alegam que são discriminados pelo Estado.

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