PRE registrou 24 acidentes e uma morte nas rodovias da região durante quatro dias da Operação Carnaval
PRE registrou 24 acidentes e uma morte nas rodovias da região durante quatro dias da Operação Carnaval | Foto: Gina Mardones/29-12-2017



A fiscalização em relação ao teste do etilômetro cresceu 532% nos 2.400 km de estradas supervisionadas pela 2ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual, com base em Londrina, nos quatro dias de realização da Operação Carnaval de 2018. O balanço, divulgado nesta quarta-feira (14), mostra que o chamado "teste do bafômetro" foi aplicado 854 vezes pelos policiais da companhia, contra 135 vezes no mesmo período de 2017. O balanço com dados estaduais deve ser divulgado nos próximos dias.
Já a ausência da luz baixa acesa ao transitar nas rodovias foi o principal motivo de multas registradas. O levantamento ainda traz um acidente a menos em relação ao ano passado – foram 24 em 2018 contra 25 no Carnaval de 2017 – e uma morte no trânsito, mesma estatística do ano passado. O número de feridos subiu de 22, no ano passado, para 27 este ano.
As estatísticas demonstram um aumento de quase 42% na aplicação de multas quando comparados os dois finais de semana prolongado. A PRE aplicou 491 sanções a motoristas este ano, contra 346 no ano passado. "O principal gerador de multas foi o farol baixo apagado. O motorista tem que se conscientizar que as luzes acesas são uma obrigação, assim como o cinto de segurança", afirma o comandante da 2ª Cia, capitão Alessandro Luis Wolski.
Em alguns casos, o condutor aciona o farol na luz de posição. Neste caso, Wolski sugere aos policiais que orientem os motoristas a girar o seletor de iluminação mais uma vez, para ligar as luzes corretamente. "É uma ação educativa, mas os policiais contam que estão orientando os motoristas várias e várias vezes", conta.
Para Wolski, o número relativamente baixo de acidentes registrados nos últimos dois anos indicam um resultado positivo da Operação Carnaval. "Além de os acidentes permanecerem estáveis, não tivemos nenhum caso de atropelamento este ano", ressalta.

RODOVIAS FEDERAIS
A operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) terminou às 23h59 de quarta e o balanço das ocorrências nas rodovias federais está previsto para a manhã desta quinta-feira (15). Um balanço parcial mostra que até a meia-noite de terça-feira (13) foram fiscalizados 144 mil motoristas nas rodovias federais do Estado. Destes, 1.497 foram autuados por embriaguez, número 22% menor do que no mesmo período de 2017. Foram registrados 249 acidentes graves, com 87 óbitos. No ano passado, durante o Carnaval, aconteceram 309 acidentes graves e 131 mortes.
Outro comportamento apontado como perigoso pelo órgão e que persiste é a ultrapassagem irregular. O fechamento parcial traz 8.109 condutores que acabaram multados por este motivo. A quantidade é 17% menor que a do ano passado. A operação foi iniciada na sexta-feira (9). O reforço do policiamento foi feito em trechos e horários considerados críticos nas rodovias federais.

APREENSÃO
Durante a fiscalização, a PRF fez a terceira maior apreensão de munições do País durante o feriado. Foram tirados de circulação no domingo (11) 1.150 balas. Deste total, 1.000 são de calibre 38, 50 de calibre 32, e 100 de calibre 380. As munições estavam escondidas em um travesseiro dentro de uma mala no bagageiro de um ônibus na BR-369, em Ubiratã (Centro-Oeste). O passageiro responsável pela bagagem foi identificado e conduzido para a delegacia da cidade. (Colaborou Pedro Marconi)


Para especialista, fiscalização deve ser constante

Para o major da reserva da Polícia Militar e especialista em trânsito, Sérgio Dalben, a pouca fiscalização por parte das autoridades tem contribuído para que os números de infrações, acidentes e mortes no trânsito continuem altos. Ele ressaltou que o motorista não está isento de responsabilidades e que, no geral, 80% das causas de acidentes são causadas por atitudes do condutor, como a imprudência.
"Os motoristas continuam fazendo barbaridades, porém não foram parados em nenhum momento no posto policial ou na própria rodovia. O condutor tem obrigação de cumprir com a lei e ao mesmo tempo não vê o resultado de fiscalização eficiente, para punir aqueles que cometem infrações", apontou ele, a partir da própria experiência com viagens recentes pelo Brasil. "É importante um conjunto de ações para não colocar o motorista em uma rotina de não fiscalização", acrescentou.
Dalben avaliou que a intensificação da verificação no trânsito pelas autoridades em datas especiais não é suficiente. "Mesmo que se coloque a equipe para fiscalizar, os elevados índices são quase que uma consequência lógica. É difícil controlar a situação deste jeito", afirmou. O especialista frisou que o foco apenas em levantamentos sobre acidentes e mortes não colocam luz nos problemas gerais do trânsito, que também têm como consequência as deficiências permanentes ocasionadas por acidentes.
De acordo com ele, somente campanhas continuadas poderão colaborar para diminuição dos números e mudança de perfil dos motoristas. "O trânsito é dinâmico e precisa ser discutido a todo momento. Mesmo assim terão estatísticas altas, porque o volume de circulação é grande, mas a tendência é de redução. O mesmo código que pune precisa obrigar as autoridades a estarem constantemente educando para o trânsito. Está chegando o momento que será necessário fazer análises do perfil do condutor. Isso é importante para planejar campanhas".
Sobre as multas por farol desligado nas rodovias, Dalben indicou a carência de maior publicidade até o motorista criar o costume, já que é algo que precisa ser incorporado. "Muitas vezes a maior adversidade está dentro das cidades, pois isso não é cobrado e quando se vai para a rodovia passa despercebido. Placas e avisos são bem-vindos, pois só se encontra isso em algumas praças de pedágio." (Pedro Marconi/ Reportagem Local)

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