São Paulo, 08 (AE) - O vereador José Izar (PFL) tem até as 19 horas de amanhã (08) para apresentar sua defesa prévia à Comissão Processante que avalia sua cassação. Passado esse prazo
ele perde o direito à renúncia do cargo, o que garantiria seus direitos políticos. Confiante, ele argumenta que nada deve, mas se mostra confuso sobre quais passos seguir e diz não ter definida sua linha de defesa. "Não sei se vou pedir um prazo; não, vou entregar amanhã mesmo", disse, hoje, contraditório. Questionado sobre a renúncia, respondeu, em tom jocoso: "Você só pode estar brincando; não devo nada, não tenho nada a temer".
Izar é acusado de controlar politicamente a Regional da Lapa e de usar a máquina administrativa na candidatura de seu irmão Willians Izar. A polícia indiciou 20 pessoas, entre elas o vereador, acusado de concussão e formação de quadrilha, e o Ministério Público ofereceu denúncia contra 4 delas. Na Câmara, até hoje, os comentários eram de que Izar será cassado. Ele e Maeli Vergniano perderiam os mandatos para "limpar" a imagem da Casa. A renúncia do vereador era tida como algo distante.
A Comissão Processante sobre Izar, cujo presidente é Miguel Colasuonno (PPB), terá quatro dias, após o recebimento da defesa, para decidir se há fundamentação ou não nas denúncias. Se for constatado que não, o processo pode ser encerrado. Caso contrário, seguirá de acordo com o cronograma. A decisão será informada na segunda-feira, às 16 horas, durante reunião do grupo. As comissões processantes de Maeli e Izar têm 90 dias para encerrar os trabalhos - precisamente em 26 de setembro. Depois, encaminharão pareceres ao plenário. São necessários os votos de 37 dos 55 vereadores para a cassação.

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