Outro problema apontado pelos especialistas é a falta de informações precisas sobre uma alimentação equilibrada. A nutricionista Patrícia Genaro, da USP, uma das pesquisadoras do estudo divulgado ontem, diz que é comum que as pessoas considerem uma salada de alface e tomate suficiente. ''Não dá para ficar só nisso. O prato precisa ser variado'', explica.
A professora Vera Ferreira Martins, de 57 anos, decidiu procurar a ajuda de um endocrinologista quando se deu conta de que não dava a devida atenção à alimentação. ''O café da manhã era só um café preto e um pãozinho com manteiga'', lembra.
A primeira constatação do médico foi que ela tinha tendência à osteoporose. Orientação: acrescentar cálcio à primeira refeição do dia. Ela agora toma um iogurte, um copo de leite desnatado e come queijo. Além disso, passou a incluir cereais e frutas no cardápio.
O almoço e o jantar também foram alterados. No lugar dos biscoitos, os lanches entre as refeições são invariavelmente frutas. ''Agora me sinto mais leve. Emagreci 5 quilos'', diz ela. (A.E.)

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