Pratini quer evitar pressão sobre preço internacional do café
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terça-feira, 03 de agosto de 1999
Por Mariangela Herédia 
Brasília, 4 (AE) - O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, disse hoje que a política nacional de café terá um tratamento diferente sob sua gestão, para evitar a pressão sobre os preços internacionais do produto. "Sobre café a gente não fala, age". Afirmou, no entanto, que o governo tomará as providências necessárias a tempo para proteger o preço do café.
Entre essas providências está a liberação de recursos para a pré-comercialização da safra que está sendo colhida, mas Pratini não quis antecipar as medidas. "Não vou falar sobre tudo aquilo que pode mexer com o mercado, mas estou tratando de todos os assuntos ligados à política cafeeira", garantiu.
Segundo deputados ligados ao setor de café, o ministro já assinou proposta de voto que será encaminhada ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, propondo a liberação de até R$ 200 milhões para financiar a pré-comercialização de café, ou seja, a retenção do produto. Os financiamentos devem ter prazo de 180 dias e o preço de referência sugerido para o café foi de R$ 70 a saca.
Apesar de a liberação dos recursos para a retenção do café ser uma operação de rotina a cada ano-safra, ela precisa ser aprvada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e está atrasada este ano em função das mudanças na condução da política do setor. Mais de metade da safra de café já foi colhida e os produtores aguardam uma definição do governo para segurar o produto e evitar uma queda ainda maior de preços.


