Pratini prevê que Brasil será maior exportador de carnes do mundo
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2000
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 24 (AE) - O ministro da Agricultura, Pratini de Morais, previu hoje que o Brasil será o maior exportador de carnes do mundo em cinco anos. Para isso, contribuirá a confirmação do Sul do País como zona livre de febre aftosa (sem vacina), o que deverá ocorrer até maio, segundo ele. Assim, seriam retomados os negócios com carne bovina para grandes mercados. "Até o fim de 2000 voltaremos a exportar para os Estados Unidos", assinalou. Também em maio, espera-se o reconhecimento do Centro-Oeste como área livre da aftosa (com necessidade de vacinação). "Haverá um crescimento das exportações de carnes em geral na ordem de 30% a 35% ainda neste ano", prognosticou.
Pratini notou que de 1998 para 1999 já aconteceu um aumento expressivo nas vendas totais de carne ao exterior. Elevaram-se de US$ 1,57 bilhão para US$ 1,90 bilhão. O volume subiu de 939 mil toneladas, para 1,2 milhão de toneladas. De acordo com os números do Ministério da Agricultura, houve crescimento dos negócios com o exterior em todos os tipos de carne no ano passado. A única exceção foi a carne suína, que caiu de US$ 148 milhões para US$ 115 milhões. No ano 2000, porém
o Brasil deve ser declarado como livre da peste suína clássica, reconquistando mercados importantes como o da Itália.
Outro avanço, na opinião do ministro, ocorrerá na exportação de pescado. Pratini afirmou que "dentro de três ou quatro anos" as vendas ao estrangeiro atingirão US$ 1 bilhão. Hoje, reparou, a frota pesqueira brasileira, composta de grandes barcos, aptos a atuarem em águas internacionais, é de 43 embarcações. "Dentro de quatro anos, serão 240", assegurou.
Hoje um funcionário do setor de defesa sanitária animal do governo norte-americano, Paul Sutmoller, realizava inspeções em frigoríficos do interior gaúcho. Nos próximos dias, está sendo esperado outro inspetor, Daniel Faingold, este do governo de Israel, para efetuar a mesma tarefa. São providências impostas pelos países importadores para permitir a entrada de carne bovina in natura em seus territórios.
Pratini também mostrou otimismo com outras culturas, entre elas a da maçã, do café e do açúcar, que registrarão, na sua avaliação, aumento nas vendas ao exterior. Lembrou que as exportações de maçã (basicamente do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina) avançaram de US$ 5,6 milhões em 1998 para US$ 30 milhões em 1999. "E devem dobrar em 2000", vaticinou.


