Pratini diz que sua missão é abrir mercados
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quarta-feira, 25 de agosto de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 26 (AE) - O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, viaja amanhã (27) para Buenos Aires, onde vai se reunir com os ministros de Agricultura da Argentina, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Chile para discutir as estratégias dos países produtores para a Rodada do Milênio, da Organização Mundial do Comércio, que começa em novembro em Seattle (EUA). "É fundamental que os produtores agrícolas articulem uma agenda para eliminar as barreiras tarifárias e não tarifárias", disse Pratini.
Ele esteve em Curitiba para encerrar o seminário Estratégias de Comércio Exterior, promovido pela Associação Comercial do Paraná. O ministro afirmou que sua principal preocupação é com a renda do produtor. "Mas para haver renda, é preciso que haja preço; para haver preço, é preciso que haja mercado; e para haver mercado, é preciso ter acesso a ele", disse.
"Por isso, resumo minha atividade em abrir mercado para os produtos agropecuários brasileiros." Além da busca de eliminação das barreiras, ele propõe que o Brasil procure melhorar a imagem de seu produto agropecuário. "O Brasil é capaz de ser competitivo, só precisa aprender a vender, precisa ter uma presença mais efetiva nos mercados internacionais", afirmou.
Segundo ele, o Ministério tem feito isso por meio da Agência de Promoção de Exportação. Esta semana, há uma missão norteamericana fazendo verificação técnica da pecuária, enquanto canadenses estudam o mercado de frango. O Brasil também está enviando uma missão ao Japão para abrir mercado à manga nacional.
Outro desafio que o ministro pretende seja negociado na Rodada do Milênio é a "eliminação ou gradativa eliminação dos subsídios que a União Européia e os Estados Unidos colocam sobre nossas exportações. Essa é uma das razões da pobreza da agricultura", afirmou.
Pratini exemplificou que, enquanto a Europa dá mais de US$ 500 de subsídio por tonelada de açúcar, o mesmo volume custa R$ 140 no Brasil. "Não há como competir", lamentou.


