Porto Alegre, 5 (AE) - O ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, garantiu hoje aos arrozeiros gaúchos que vai trabalhar pela abertura de novos mercados internacionais para o produto. Ele disse isso em resposta ao pedido da Federação das Associações dos Produtores de Arroz do Rio Grande do Sul (Federarroz), que quer a criação de mecanismos para estimular a venda do arroz fora do Mercosul, onde há um excedente de 2 milhões de toneladas nesta safra, para combater a queda acentuada dos preços verificada nas últimas semanas.
"Chega de abertura sem contrapartida; se eles quiserem nos vender um, podemos aceitar, mas nós queremos vender dez", afirmou Pratini ao presidente da Federarroz, Antônio Elói Paz, que organiza um bloqueio da ponte internacional entre Uruguaiana e Paso de Los Libres (Argentina) até o próximo dia 10 para impedir a entrada de arroz daquele país.
Ele reiterou sua opinião de que o Bras il já liberou "tudo o que podia" de seu mercado aos produtos importados e que agora não abrirá "nem mais um milímetro". O ministro também garantiu à comitiva de políticos e representantes de produtores que o esperava no Aeroporto Salgado Filho que suspenderá "na hora" a importação de todos os produtos que infringirem qualquer norma sanitária ou de classificação do ministério.
Esta foi a primeira visita de Pratini como titular do Ministério da Agricultura ao estado, onde fica até amanhã (6). Em relação à possibilidade de imposição de cotas para a importação do arroz argentino, vendido aqui a preços mais baixos do que o produto nacional, o ministro explicou que é preciso "levar em conta que não queremos destruir o Mercosul e por isso temos que adotar certas cautelas".
Mesmo assim, Pratini disse que vai conversar com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para v er o que é possível fazer em relação ao assunto.

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