Pratini de Moraes prevê superávit da balança de US$ 6 bi
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segunda-feira, 12 de abril de 1999
Por Suzana Santos 
Rio, 13 (AE) - O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Marcus Vinícus Pratini de Moraes, estima que a balança comercial deste ano registre superávit de US$ 6 bilhões, volume bem inferior aos US$ 11 bilhões projetados no acordo do governo brasileiro com o Fudo Monetário Internacional (FMI). Para Pratini, os resultados positivos serão consequência, principalmente, de uma forte redução nas importações.
Pratini acredita que a recessão no País não será tão profunda quanto era esperado há algumas semanas, mas disse que não estima fortalecimento nas importações. Para ele, haverá substituição de produtos importados por nacionais. Ele destacou que, apesar do constante recuo do dólar, o patamar da cotação da moeda norte-americana não estimula as compras no exterior. O presidente da AEB entende que apenas a sobrevalorização do real poderia manter o estímulo às importações, o que não ocorre mais.
As exportações devem dar sinais positivos a partir deste mês e principalmente em março, segundo Pratini. As vendas para o exterior estavam contidas, apesar da forte desvalorização que beneficiava a competição de produtos nacionais no exterior, em função da escassez de linhas de financiamento.
O presidente da AEB disse que as linhas comerciais começaram a ser normalizadas, o que estimula as vendas ao mercado externo. Para Pratini, o Brasil não terá um período tão longo de instabilidade como aconteceu com os países da ásia, com a crise financeira internacional. Esta diferença pode ajudar o País a recuperar a oferta de recursos de financiamento.
Pratini criticou, no entanto, a grande carga de impostos sobre produtos exportados e os altos custos de logística no País. Para ele, a desvalorização sozinha não ajudará as exportações e não provocará o impacto necessário na balança comercial. O presidente da AEB disse que o aumento das exportações depende de financiamento e da desoneração dos produtos brasileiros exportados.


