São Paulo, 20 (AE)- O ministro da Agricultura, Marcos Vinícius Pratini de Moraes, defendeu há pouco, em São Paulo, o final das barreiras impostas pelos Estados Unidos à importação do álcool brasileiro e as da Europa e Argentina relacionadas à importação de açúcar. Pratini considera essencial a abertura de novos mercados para incentivar o setor sucro-alcooleiro."Liberdade comercial não existe, é título de tese de faculdade. Todos defendem seus mercados com unhas e dentes," afirmou.
Pratini defendeu um programa para dobrar as vendas de carros a alcool com o objetivo de chegar em 2007 com uma frota de cinco milhões de veículos. Na opinião do ministro,a renovação da frota deve levar em conta a regionalização, a fim de que o combustível seja utilizado prioritariamente próximos às regiões produtoras. Segundo Pratini, o Brasil tem vantagem competitiva em termos de produção, mas enfrenta os subsídios concedidos em outros países. Enquanto no Brasil a tonelada de cana custa US$ 140, na Europa o açúcar de beterraba tem custo de US$ 600 por tonelada. "O Tesouro brasileiro não tem condição de competir com o de Bruxelas. Já que não é possível conceder subsídios, não podemos tirar renda dos produtores", destacou. Pratini disse ainda que preço do petróleo deve girar na faixa de US$ 20 a US$ 25 o barril nos próximos anos, o que torna viável o programa brasileiro.

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