O prático que conduzia a saída do ''Norma'' do porto ficou preso por cerca de 20 horas na Polícia Federal de Paranaguá. Jarbas Furquim de Campos Filho, 55 anos, foi autuado no artigo 54 da lei que trata de crimes ambientais. A lei determina a prisão de um a quatro anos e multa para quem polui o meio ambiente. O comandante do navio, Jadir José Giambastiani Casartelli, também foi indiciado.
Segundo o delegado Evaristo Kuceki, o depoimento de um imediato do ''Norma'' forneceu os indícios para a prisão de Campos Filho. O imediato disse que o navio estava sob o comando do prático. O prático se defendeu dizendo que a bóia de sinalização estava fora do lugar.
O comandante não compareceu ao depoimento previsto para o início da tarde de ontem na Polícia Federal. O delegado intimou Casartelli para dar explicações na próxima segunda-feira. ''Se ele não comparecer novamente, será procurado pelos nossos agentes.'' O comandante não foi preso em flagrante como o prático, de acordo com o delegado, para não atrapalhar nos trabalhos de resgate do navio. ''Não seríamos imprudentes de afastar uma pessoa que conhece bem a embarcação num momento delicado.''
O advogado do prático, Eli Zella Jorge, afirmou que a prisão de Campos Filho era dispensável. ''Para mim, houve excesso de zelo por parte do delegado, já que ele foi espontaneamente à Polícia Federal'', disse. Jorge disse que já está provado que o prático não pode ser responsabilizado por causa do acidente. ''Se teve dano ambiental, não foi Jarbas quem causou''. (E.T. e Israel Reinstein)

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