A professora Rejane Dias das Neves Souza, doutora em Engenharia de Alimentos, ainda chama a atenção para a quantidade de alimentos industrializados consumidos hoje em dia. Ela alerta que a praticidade de abrir uma lata ou a embalagem de comida pronta pode não se traduzir em uma dieta saudável.
  Todos os alimentos industrializados, explica, têm aditivos, como acidulantes, espessantes, estabilizantes, corantes, aromatizantes, cada um com uma função específica, seja conservar o alimento ou deixá-lo com mais sabor. ‘‘É só prestar atenção no rótulo, quanto mais nomes, que normalmente o consumidor não entende, maior a quantidade de aditivos’’, ensina.
  Rejane ressalta que apesar da produção de alimentos industrializados no Brasil obedecer a normatizações (quantidade máxima permitida de aditivos por alimento) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há estudos da ação desses aditivos no organismo a longo prazo. ‘‘A gente sabe que não dá para cortar os alimentos industrializados do cardápio, mas o melhor é consumi-los com moderação’’. (C.P.)

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