Praticantes do rapel desafiam o ar
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sexta-feira, 11 de abril de 1997
Dalmont Benites Especial para o Ponte 
Ney de SouzaNova visão de mundoAdriano Newmann faz evoluções preso a uma corda: Para mim, o rapel sintetiza uma postura de vida, uma maneira de ser.
Quando setembro chegar, Foz do Iguaçu junto com outros municípios da Costa Oeste, sediará os Jogos Mundiais da Natureza. Como numa Olimpíada, as competições irão acontecer na água, terra e ar, deixando claro para o mundo a importância do esporte integrado à preservação da natureza.
O rapel estará presente nos jogos, mas só como espetáculo, já que ainda não há ranking do esporte. Amarrado a cordas, os praticantes do rapel descem morros e montanhas até uma determinada altura e, ali, fazem verdadeiras acrobacias no ar.
Em Foz do Iguaçu, um rapaz desenvolveu um estilo próprio de rapel, o free-style. Adriano Newmann fez escola e hoje dezenas de pessoas se aventuram no esporte.
O grupo usa pedreiras, cachoeiras com altas paredes de pedra e até prédios para praticar o esporte.
Sem limitesO free-style existe com tudo o que a palavra simboliza. Não há limites. Estilo aberto às variações e tendências, ligados ao modo de agir e pensamentos dos praticantes. O rapel se tornou uma filosofia do bem estar para os praticantes, para quem o esporte permite uma nova visão do mundo e de comportamento.
Para mim, o rapel sintetiza, de modo claro, uma postura de vida, maneira de ser. Do mesmo modo que, às vezes, o olhar é esclarecedor, poetiza Adriano.
A prática do rapel numa pedreira da cidade chamou a atenção dos moradores, da imprensa e das autoridades que agora querem transformar o local num parque integrando o esporte e preservação ambiental.
NaturezaAdoro a natureza. Então porque me afastar dela na hora de me divertir? questiona Adriano. De fato, o rapel foi concebido para as pessoas que encontram na vida a alegria das coisas simples.
Para os rapeleiros a vida pode ser uma aventura original, imaginativa, com mistérios e prazeres ou simplesmente ser levada ao sabor dos ventos. Não dá para definir esse esporte. O melhor é ver, praticar, e só então é possível ter consciência do que ele significa, diz Adriano.


