Desde criança, o funcionário público Luiz Flávio Inácio da Silva, de 26 anos, pratica esportes - futebol, natação, tênis, judô. Mas foi, com o início da faculdade de educação física, há oito anos, que começou a correr. ''Foi aquela coisa de correr em final de tarde, que passou a ser um hábito, uma rotina. A sensação de bem-estar depois é o que te faz gostar da coisa'', conta.
Há dois anos, ele incorporou ao hábito da corrida a bicicleta e a natação, e passou a praticar triatlo. Neste ano participou da prova Ironman, considerada o triatlo mais longo do mundo, com 3,8 mil metros de natação, 180 quilômetros de bicicleta e uma maratona (42 quilômetros de corrida). Fez tudo isso em 10 horas e cinquenta minutos.
Além de contabilizar recordes pessoais, comemora o benefício social da prática. ''Conheço muita gente nas provas que participo, em comunidades no orkut. A corrida nunca me atrapalhou em nada, pelo contrário, aumentou a rede de amigos''.
Para o comerciante Marcos Hofig, de 44 anos, o começo foi diferente, mas os resultados, parecidos. ''Comecei a correr há sete anos, de 'brincadeira', e não parei mais. Corria três, quatro quilômetros, quando meu irmão me convidou para participar da São Silvestre. Não achei que fosse conseguir, mas havia tempo para treinar e fui'', conta.
Agora, seis dias por semana são dedicados à corrida, em percursos que somam 100 quilômetros. Apenas domingo é dia de descanso. Para quem já participou de três Ironman e duas provas na África do Sul de 89 quilômetros, ficar sem correr nem é considerado: ''A gente sempre dá um jeitinho''. (C.P.)

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