Não é apenas o mundo do esporte que está de olho na China, país sede dos jogos olímpicos. A comunidade médica também está voltada para o Oriente e, cada vez mais, utiliza as técnicas milenares como alternativa para os tratamentos de saúde convencionais. O fato novo que aparece na ''invasão'' da acupuntura e massagens terapêuticas nos hospitais é que os cientistas se debruçaram sobre o tema e agora trazem pesquisas que comprovam a eficácia da tradição chinesa.
Um dos estudos recentes foi realizado pelo Ambulatório da Memória do Idoso do Hospital das Clínicas, na capital paulista, em parceria com a Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan. Após três meses de análise, a conclusão dos autores é de que a prática desta espécie de ginástica, que movimenta em câmera lenta todas as partes do corpo, traz benefícios para a memória da terceira idade e pode ser, inclusive, uma forma de prevenção do tão temido Alzheimer (doença que compromete o cérebro, conhecida pelos frequentes esquecimentos).
Foram acompanhadas 26 mulheres com mais de 60 anos, sedentárias por pelo menos um ano. O critério de seleção era apresentar algum grau de dificuldade de memorização. Divididas em dois grupos, metade praticou o Tai Chi Chuan duas vezes por semana, durante 90 dias. A outra turma não. A conclusão do ensaio trouxe mais um ponto para o placar de medicina chinesa. No final do estudo, as idosas que participaram as aulas apresentaram três vezes menos queixas de falhas na memória, além de melhora significativa na condição física. (Agência Estado)

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