Prática é a 3ª maior causa de morte materna
De acordo com informações da Organização Não-Governamental (ONG) Ipas, que utiliza dados de 2001 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a interrupção de gravidez constitui a quinta maior causa de internações na rede pública. Os estudos apontam, segundo a ONG, que o aborto é a terceira maior causa de morte materna no país.
A ONG atua na melhoria da condição de assistência de assistência à saúde reprodutiva da mulher e tem status de órgão consultivo junto à Nações Unidades. Conforme a entidade, o Brasil ocupa a 65 posição no ranking mundial sobre mortalidade materna, com 140 mortes de mães por 100.000 nascidos vivos.
No mundo, meio milhão de mulheres grávidas morrem todos os anos. Deste total, 13% dos óbitos teriam como consequência direta a realização de abortos em condições inadequadas, principalmente nos países da América Latina e Caribe. Essas regiões, segundo a Ipas, são recordistas na incidência de abortos de riscos no mundo. A entidade, porém, não detalha os números.
A ONG esclarece que a mortalidade materna fica configurada quando o óbito da mulher ocorre durante a gestação ou dentro de um período de até 42 dias após o término da gestação. Independe da duração ou da localização da gravidez, de causas relacionadas ou agravadas pela condição gestacional, e de causas acidentais ou incidentais.(L.A.)





