Viena - Praga prendeu a respiração, preocupada com o destino de sua cidade velha, evacuada na madrugada de ontem, depois de dias de chuvas ininterruptas e de inundações que alagaram a maior parte do país e ameaçam áreas do leste da Alemanha.
A alta das águas do rio Moldávia, que ameaçava toda Praga, de onde foram retiradas 50.000 pessoas, parece ter se estabilizado ontem. No entanto, o nível do rio só deve começar a baixar visivelmente em dois dias.
Na madrugada de ontem houve uma nova evacuação, desta vez do centro histórico de Stare Mesto, que foi isolado pela polícia e permaneceu quase deserto, com seus moradores cruzando os dedos para que os sacos de terra colocados e outras medidas de contenção conseguissem deter as águas.
O metrô e outros serviços essenciais não funcionaram em parte da cidade.
O presidente Vaclav Havel voltou ao país após interromper suas férias em Portugal devido à catástrofe. A Bélgica foi o primeiro país a anunciar o envio de ajuda aos checos.
No total, mais de 200.000 pessoas, algumas delas turistas, foram evacuadas devido ao transbordamento dos rios, que afeta toda a região da Boêmia, onde várias localidades estão isoladas. Mais uma pessoa morreu: um idoso que se afogou perto de Pisek (sudoeste), aumentando para dez o número de vítimas fatais das piores inundações desde 1890.
A situação no resto do país tende a estabilizar-se, salvo na Morávia do Sul e nas margens do Elba.

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