Pracinhas lembram Dia da Vitória
Pracinhas lembram Dia da Vitória
James Alberti
Mauro Frasson
Aos que caíramCoroas de flores foram colocadas sobre o memorial dos expedicionários paranaenses mortos em Monte CasteloPracinhas curitibanos que lutaram na Itália, soldados e oficiais do Exército e alunos da Escola Municipal Professor Herley Mehl se encontraram ontem de manhã na Praça do Expedicionário, Centro de Curitiba, para lembrar o fim da Segunda Guerra Mundial. A guerra matou 30 milhões de pessoas, entre elas cerca de seis milhões de judeus. É uma data que não pode ser esquecida. A gente gostaria de viver para o amor, mas esse prédio (a Casa do Expedicionário) e essa cerimônia lembram o ódio tranformado em guerra, disse o rabino Simon Moguilevsky, representante da Comunidade Israelita de Curitiba.
O rabino pediu paz no mundo e criticou os que são neutros em relação ao preconceito racial e que não se manifestam contra o ressurgimento dos movimentos nazistas. Ser neutro é ajudar o agressor, não a vida. Mais da metade da população mundial nasceu depois dessa guerra terrível, mesmo assim muitos se deixam influenciar pelo nazismo, lamentou.
Cerca de 15 mil soldados brasileiros foram à guerra, 1.542 paranaenses. Exatos 1.889 não voltaram para casa. Entre eles estavam 28 pracinhas do Paraná. Três coroas de flores foram colocadas sobre o memorial com os nomes dos expedicionários paranaenses mortos. Emocionado, o Cônsul da Itália para o Paraná e Santa Catarina, Gianni Piccato, agradeceu aos brasileiros que lutaram e morreram para libertar a Itália e o mundo da loucura nazista.
O ex-combatente Adelio Conti, orador oficial da Legião Paranaense Expedicionária (LPE), ratificou os pedidos de paz. Passaram-se 53 anos e a paz ainda está por vir. O homem atinge a lua, mas é incapaz de alcançar a mão de seus irmãos, disse. Conti afirmou que os pracinhas brasileiros lutaram com honra e dignidade e podem descansar orgulhosos, com a certeza de terem cumprido a missão.





