Érica Wandembruck
De Curitiba
Especial para a Folha
Símbolo da campanha das tropas brasileiras para a vitória dos Aliados, na Segunda Guerra, a Tomada de Monte Castelo, na Itália, completou 55 anos ontem. Para comemorar a data, o Exército e a Legião Paranaense Expedicionária inauguraram, durante uma solenidade cívico-militar, o mural ‘‘Memória do Brasil na Segunda Guerra Mundial’’, no Museu do Expedicionário, em Curitiba. O novo painel de cerâmica possui 81,5 metros quadrados e substitui uma antiga pintura. Um grupo de 150 pracinhas, ex-combatentes da Guerra, também foi homenageado.
O militar reformado da Força Aérea Brasileira (FAB), Eronides Cruz, 77, relembra a batalha, orgulhoso de ter pertencido ao Primeiro Grupo de Aviação da FAB, que participou da Tomada de Monte Castelo. ‘‘Eu fazia a manutenção dos aviões. Cada avião portava oito metralhadoras ponto 50, duas bombas 1000 libras e seis tubos lança-foguetes, além de um tanque de combustível de reserva, com capacidade para 250 galões’’, afirma.
Depois de três tentativas frustradas das tropas norte-americanas e brasileiras, no dia 21 de fevereiro de 1945, os militares da Força Expedicionária Brasileira detiveram os nazistas e conquistaram o Monte Castelo. ‘‘Eu participei da Segunda Guerra, de fevereiro de 44 a julho de 45. A melhor campanha do Brasil foi durante a Tomada de Monte Castelo’’, enfatiza. O 1º Tenente da Força Expedicionária Brasileira, Thadeo Sobocinski, explica que o Brasil foi à Itália confrontar-se com os nazistas, porque eles haviam torpedeado 32 navios brasileiros em litoral nacional. ‘‘A intenção deles era enfraquecer a nossa tropa. Mas aconteceu o inverso, eles nos motivaram a entrar na batalha para ganhar.’’

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