Praça será cartão-postal, diz arquiteto
Sid Sauer
De Campo Mourão
A revitalização das praças Getúlio Vargas e São José, anunciadas este mês pela prefeitura de Campo Mourão, vai transformar o local num dos principais cartões-postais da cidade. A afirmação é do arquiteto Celso Tanaka, responsável pelo projeto que prevê uma mudança radical nas praças, que têm mais de 40 anos.
As obras vão custar cerca de R$ 450 mil e devem começar no último trimestre deste ano e ficarão prontas até abril de 2000.. Nossas praças ficarão entre as mais bonitas do Paraná, afirma Tanaka.
As duas praças constituem-se num espaço nobre, estrategicamente localizadas, mas atualmente não cumprem sua função social, explica o arquiteto.
Segundo ele, a revitalização vai fazer com que a população não só volte a frequentar as praças como também passe a sentir orgulho delas. Vai acontecer o mesmo que ocorreu com o Parque do Lago, lembra. Antes de ser revitalizado, o antigo Bosque Municipal estava em estado de abandono.
Tanaka não acha justo que a revitalização da praça esteja sendo polemizada com a eliminação do coreto, construído no final da década de 50, quando outras obras históricas da cidade estão sendo valorizadas com a reforma.
Estamos valorizando a catedral São José e o chafariz, que são os verdadeiros símbolos da cidade, frisa. Para o arquiteto, do jeito que estão atualmente, as praças escondem a catedral e o chafariz.
Antigo cartão-postal de Campo Mourão, o chafariz está abandonado. Pelo projeto de revitalização das praças, no entanto, ele será completamente restaurado. Todos os equipamentos hidráulicos e de iluminação, por exemplo, serão trocados.
Além disso, a colocação de filtros vai evitar o entupimentos dos encanamentos, que sempre provocaram interrupções no funcionamento do chafariz. A grade colocada há 10 anos ao redor da obra será retirada.
O arquiteto diz que tentou fazer o projeto preservando o coreto, mas não gostou dos resultados. Não combinou, explica. Ele conta, porém, que para compensar o fim do coreto está sendo criado um espaço para manifestações culturais e populares com capacidade para 6 mil pessoas.
Teremos um palco de 60 metros quadrados que será ideal para a realização de eventos como a chegada do Papai Noel, por exemplo, frisa.
Tanaka ressalta que o projeto também prevê destinação para a atual rodoviária, que fica ao lado das praças e que será desativada até o início do ano que vem.
A idéia é transformarmos a atual rodoviária num ponto de encontro da população, conta o arquiteto. Lá poderão ser realizadas exposições, feira de artesanato e outras atividades.
O projeto também prevê que funcionem no local órgãos de prestação de serviços e mesmo estabelecimentos comerciais.
A retirada de 178 árvores é justificada como maneira de se acabar com o aspecto sombrio das praças. No lugar delas, serão plantadas outras 270 árvores menores.
Em frente à catedral será construído um monumento a São José com três metros de altura.
O calçamento também será todo trocado. No lugar do encardido petit-pavé será colocado paver (uma espécie de tijolo de concreto). O calçamento será todo colorido. O material não encarde, garante Tanaka.
O QUE MUDA
Reabertura da Rua Brasil
Demolição do coreto
Restauração do charafariz
Retirada dos sanitários
Retirada de 178 árvores
Plantio de 350 árvores
Troca do calçamento
Retirada dos quiosques
Criação de monumento a
São José
Fechamento de acessos
laterais à Catedral
Restauração da rodoviária
Criação de área para
manifestação pública
Abertura da R. Francisco
Albuquerque
Retirada do posto telefônico
Criação de dois portais





