Curitiba - O Paraná deverá aplicar, até o final do ano que vem, quase R$ 1 milhão em programas de geração de renda e desenvolvimento de ações de combate à pobreza e à miséria. O anúncio foi feito ontem pela assessora de Gestão de Informação da Secretaria Nacional de Assistência Social, Luziele Tapajós, que participou do 1º Encontro Paranaense do Terceiro Setor.
Atualmente, os programas do governo federal atendem cerca de 70% das famílias pobres brasileiras (aquelas que recebem menos de R$ 100 mensais). ''A pobreza é um fato que se especializa e se solidifica cada vez mais no Brasil. Se a gente continuar a fazer políticas intuitivas, só teremos o aumento desta pobreza. Por isso estamos criando uma política nacional de assistência social'', declarou Luziele.
O Brasil já tem 2,5 mil municípios no novo Sistema Único da Assistência Social (SUAS) um programa que pretende organizar o terceiro setor (compostos por entidades que promovem assistência social e as chamadas ONGs organizações não governamentais). No Paraná, 30% dos municípios aderiram ao programa voluntariamente e serão beneficiados com recursos e fiscalizações a partir de 2006. Entre os municípios que aderiram o SUAS estão Curitiba, Londrina e Ponta Grossa. ''O sistema único pretende trazer uma política pública para o usuário. Queremos tirar a assistência social do amadorismo. Nosso tempo é pouco e é hoje. O SUAS vai agilizar o pagamento dos recursos através de vias tributárias e com muita maturidade'', disse ela.
Luziele disse que a assistência social não pode ser modelo de perpetuação de pobreza. Para isso, ela precisará contar com o terceiro setor. ''Essa é uma rede que opera a política conosco de forma respeituosa. Não dá mais para que a gente possa admitir que essas entidades que fazem a assistência social tenham que viver com o pires na mão para conseguir recursos. Não dá para viver apenas da bondade pública. A assistência social é dever do Estado. A responsabilidade econômica e de inteligência é nossa'', complementou.
A vice-presidente da Paraná Fundações, Arlete Dias, disse que as entidades sociais estão contentes com a criação de uma política da assistência social. No Paraná, são mais de 1,7 mil instituições reconhecidas como do terceiro setor.

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