PR vai ampliar prevenção a desastres naturais
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terça-feira, 04 de junho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O governo do Estado anunciou ontem um investimento de R$ 53 milhões para modernizar o sistema de monitoramento, prevenção e alerta de desastres climáticos. O objetivo é antecipar os riscos e minimizar o impacto de ocorrências como deslizamentos, enchentes, alagamentos e tempestades. O recurso foi garantido por meio de parceria com o Banco Mundial.
A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) informou que vai usar o dinheiro na instalação de um sistema computadorizado de alto desempenho para previsão meteorológica, implantação de estações hidrológicas (pluviométricas, para medir a chuva; e fluviométricas, para medir o nível dos rios) e meteorológicas, expansão da rede pluviométrica para todos os municípios do Estado, funcionamento do Sistema de Gerenciamento dos Riscos e Desastres do Litoral, instalação de um novo radar meteorológico, além da implantação de uma sala estadual de gerenciamento de desastres e 15 salas regionais, todas equipadas e com profissionais qualificados.
"Hoje no Brasil temos equipamentos fluviométricos que antecipam em um dia o alerta para o risco de enchentes. Com o investimento que será feito, nossa expectativa é de que conseguiremos monitorar com três dias de antecedência a possibilidade de ocorrências graves e, a partir disso, tomar medidas para evitar prejuízos para as cidades e para a população", explicou o secretário estadual do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida.
Estas e outras medidas estratégicas fazem parte da "Agenda Verde para o Paraná", que será lançada hoje, a partir das 10 horas, em Curitiba.
Também serão oficializados hoje o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Âmbito do Programa Bioclima, que prevê o pagamento a produtores que preservarem reservas naturais em suas propriedades, e a regulamentação da Lei Estadual de Educação Ambiental, além da instituição da Corregedoria no Sistema de Meio Ambiente do Paraná e da assinatura do decreto que cria as ações do Programa Paraná Sem Lixões.
Também serão investidos R$ 30 milhões em estudos para tornar os processos de licenciamento menos burocráticos.


