Os postos de saúde de Londrina registraram ontem, primeiro dia da campanha de intensificação da vacina contra a febre amarela, um aumento na quantidade de doses aplicadas. Os coordenadores dos principais postos de saúde da cidade acreditam que a procura deve aumentar até o final da campanha, em 12 de abril.
A 17ª Regional de Saúde, em Londrina, tem como meta aumentar a cobertura vacinal, que hoje corresponde a 52,71% nos 19 municípios de sua abrangência. Foram disponibilizadas 400 mil doses para a região e 300 mil para o município de Londrina. Embora a vacina esteja disponível nos postos de saúde há dois anos, na região da 17ª RS, ainda faltam ser vacinadas 365.670 pessoas e, em Londrina, 265 mil.
Em Cascavel, o objetivo da 10ª Regional de Saúde de Cascavel é vacinar mais de 120 mil pessoas contra a febre amarela nos 25 municípios que estão em sua área de atuação. Desde 1999, quando começou a vacinação foram imunizadas 362 mil pessoas, o que representa 77% da população existente nesses municípios. Em Cascavel, a meta é vacinar cerca de 88 mil pessoas.
A diretora da 10ª Regional de Saúde, Arlene Muzzolon, explica que a intensificação é resultado do aumento de casos da doença em regiões como Minas Gerais e Goiás, onde nunca tinham sido constatados focos da febre amarela. Ela lembra que no Paraná desde a década de 40 não são registrados casos da doença.
A intensificação da vacina ocorre em 17 das 22 regionais de Saúde do Paraná. Apesar de não haver registro de casos da doença no Estado, os altos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti, vetor da febre amarela urbana, preocupa autoridades da Saúde.
A doença é causada pelo vírus amarílico, transmitido também pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes (febre amarela silvestre). A vacina tem validade por 10 anos e pode ser tomada por crianças a partir de um ano. Os principais sintomas são febre, tremores, mal estar geral e, em caso de complicação, insuficiência hepática e renal, levando à morte em cerca de uma semana.

mockup