PR ultrapassa 17 mil casos de dengue
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de abril de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Paraná registrou 17.175 casos de dengue desde agosto de 2012, início do período epidemiológico acompanhado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Deste total, 93% (16.086) ocorreram em 2013. Os números foram divulgados ontem, em mais um boletim sobre a evolução da doença no Estado, e preocupam, porque a tendência é que a quantidade de casos suba até pelo menos o início de maio.
Outro ponto preocupante levantado pela Sesa é que mais seis municípios entraram em epidemia: Porecatu, Tapira, Lidianópolis, Francisco Alves, Pérola e Capanema, chegando a 52 o total de cidades nesta situação, a maioria nas regiões Noroeste e Oeste.
"A gente prevê que em mais seis semanas teremos um estado crítico em relação à dengue, com aumento de casos e mais municípios em situação epidêmica. Mas por outro lado, outras cidades poderão sair desta situação", destacou Sezifredo Paz, superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa.
Os municípios com maior número de casos confirmados da doença são Paranavaí (5.487), Peabiru (1.759) e Campo Mourão (905). Já as cidades com maior quantidade de casos suspeitos são Paranavaí (8.943), Campo Mourão (3.858) e Londrina (3.115). O total de notificações chegou a 54.122.
Neste boletim a Sesa informa que quatro mortes seguem sendo investigados. De acordo com Sezifredo Paz, ainda faltam informações laboratoriais ou sobre o histórico clínico de atendimento dos pacientes. "Muitas vezes as pessoas vem a óbito e tem dengue, mas o que determinou a morte foi um procedimento mal feito, uma intervenção cirúrgica num paciente com dengue hemorrágica, por exemplo. Então tudo isso está sendo apurado", disse.
Em todo o Paraná, 219 municípios já registraram pelo menos um caso da doença (54,8%) e 321 já tiveram notificação (80,4%). Entre os grande municípios, Londrina apresenta 303 confirmados; Foz do Iguaçu tem 442; e Maringá 689.
Sezifredo Paz apontou que num monitoramento realizado no final do ano passado foi constatado que todos municípios que entraram em situação epidêmica têm problemas com o número de agentes de endemias e dificuldades de mobilização da população.
"A dengue é a doença do descaso, tanto do cidadão quanto dos gestores que não tomam as medidas de controle. A população deve fazer a sua parte, eliminando todo e qualquer criadouro, verificando se os vizinhos também não têm problemas e cobrando das autoridades alguma ação. Se todos fizerem a sua parte não tem epidemia de dengue'', completou.


