PR terá R$ 62 mi para readequar rodovias
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Conforme os números da 16 Pesquisa CNT de Rodovias 2012, divulgada na semana passada, 76,5% da malha rodoviária paranaense apresentam problemas de geometria - têm deficiências de faixas adicionais de subida, excesso de curvas perigosas, poucos acostamentos, falta de obras de arte (viadutos, trevos elevados). Logo depois da divulgação do levantamento, o governo estadual anunciou R$ 62,2 milhões para a realização de estudos que servirão para nortear os investimentos necessários para readequar a malha do Estado.
Das 47 extensões (31 estaduais e 16 federais) rodoviárias analisadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) no Paraná, apenas três tiveram a geometria considerada boa: PR-445 (14 km), PR-407 (19 km) e a BR-116 (233 km). Os três trechos são administrados pelas concessionárias de pedágio. As demais tiveram a geometria considerada regular (17 extensões), péssima (15) e ruins (12). Como exemplo de trechos com geometria regular estão a PR-323, PR-444, PR-151, BR-369, BR-277 e BR-376. Já aqueles com avaliação péssima estão PR-090, PR-160, PR-170, PR-438 e BR-280. Algumas extensões em situação ruim abrangem as PR-239, PR-460, BR-476, BR-467 e BR-153.
Ainda segundo a pesquisa, que analisou 5.643 quilômetros de rodovias que cortam o Estado, 83% são pistas simples de mão dupla e 1,1% pistas simples de mão única. Apenas 15,9% são pistas duplas.
Conforme informações da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, o governador já autorizou a abertura de concorrência pública para a contratação de empresas para elaborar projetos de engenharia que vão indicar as obras necessárias para a ampliação da capacidade de tráfego nos principais corredores rodoviários do Estado.
Cerca de 1,2 mil quilômetros de rodovias serão avaliados para a indicação de gargalos e das soluções necessárias. O trabalho vai indicar, por exemplo, onde há necessidade de duplicação de trechos, construção de terceiras faixas, viadutos e trevos, entre outras obras. ''Os projetos é que vão nortear as ações futuras ao identificar os trechos em que há necessidade de intervenção. Não adianta ficar apenas tapando buraco e fazendo restaurações. A ampliação da capacidade, a partir dos projetos de engenharia, é fundamental'', disse o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, em entrevista à Agência Estadual de Notícias (AEN).
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), a escolha dos trechos atendeu critérios técnicos, que incluem número de acidentes e fluxo de veículos.


