PR terá divisões contra o tráfico em seis municípios
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas é a prioridade dos últimos quatro anos de governo de Roberto Requião (PMDB). A Divisão de Narcóticos (Dinarc) será fortalecida em Curitiba, com a compra de novas viaturas e equipamentos. Os recursos para a área serão reforçados. Seis municípios receberão uma equipe multidisciplinar para implementar ações de inteligência para combater a proliferação do tráfico nos principais cidades paranaenses. Os valores não foram divulgados.
Conforme estudos apresentados ontem pelo secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, 80% dos crimes contra a vida no Paraná ocorrem por conta do tráfico de drogas. Quarenta e nove por cento deles, num raio de até 300 metros das chamadas ''bocas de fumo'' (locais onde ocorre venda de drogas, principalmente crack). ''Está mais do que comprovado que o tráfico de drogas é o grande problema da segurança pública do Paraná e do Brasil. Vamos declarar guerra ao tráfico com uma intervenção séria e rápida'', prometeu.
As delegacias de Antitóxicos serão instaladas em Pato Branco, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Umuarama. Em Curitiba, serão aproveitadas as estruturas atuais da Delegacia Antitóxicos e do Grupo Força Especial de Repressão Antitóxicos (Fera). Haverá uma interligação de informações entre as polícias civil, militar, federal e rodoviária federal. Um mapeamento dos pontos principais de venda e trânsito de entorpecentes está pronto e servirá como base para os levantamentos iniciais de combate ao tráfico.
Os dados apresentados revelam que os principais envolvidos com drogas (e mortos por causa delas) são jovens entre 14 e 26 anos. ''É uma geração de jovens que está sendo assassinada por conta do envolvimento com entorpecentes. O grande desafio que temos pela frente é a união da segurança pública estadual e federal para reprimir e dar solução aos problemas básicos e estruturais da sociedade: como acesso aos equipamentos públicos, ao estudo e ao emprego'', disse Delazari.
Além das mortes em Curitiba, o estudo mostrou que 35% dos registros de lesão corporal ocorreram num raio de até 300 metros das ocorrências de uso ou tráfico. O mesmo foi registrados com os demais crimes: cerca de 38% dos roubos, 37% dos registros de disparo de arma de fogo, 43% dos furtos e 34% dos ferimentos por arma de fogo. A pesquisa é de 2005.
Será criada em cada delegacia uma Coordenação de Ação Comunitária que fará o levantamento de inteligência, identificação dos criminosos, atuará com intervenção policial para retirada dos criminosos e instalará equipamentos públicos para facilitar o acesso dos cidadãos das zonas de risco (favelas, por exemplo) a cursos especiais, profissionalização de mão-de-obra.
A idéia surgiu das ações em parceria com a Prefeitura de Curitiba em regiões críticas como a Vila das Torres e o Parolim, onde foram feitas ocupações policiais prolongadas.


