Curitiba - O Paraná terá ações preventivas para evitar que a onda de criminalidade registrada em São Paulo e Santa Catarina se repita no Estado. As principais ações ainda são mantidas em sigilo pelas forças de segurança do estado, mas o secretário de Segurança Pública do Paraná, Cid Vasques, disse na segunda-feira (19) que medidas devem ser colocadas em prática ainda esta semana.
Vasques afirma que o Paraná monitora a onda de violência em SP e SC desde o dos ataques registrados nos dois estados. No dia 3 de novembro, uma reunião foi realizada com os setores de inteligência das polícias Militar e Civil, além da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Exército Brasileiro e Abin (Agência Brasileira de Inteligência), sobre a violência. ''Estamos com uma agenda permanente de acompanhamento'', garante o secretário.
O secretário afirma que não há indícios de que o Paraná terá algum tipo de ação criminosa semelhante aos Estados vizinhos. Porém, Vasques prevê que ainda esta semana o Estado já tenha algumas medidas de ''mais visibilidade'' contra o crime organizado. ''Não são necessariamente em relação a esses casos [ataques em SP e SC], mas para colocar em prática ideias que a gente tem.''
O líder da pasta de Segurança do governo não informou quais ações serão feitas por motivo de estratégia. Por meio das assessorias de imprensa, as polícias Civil e Militar também informaram que as medidas seguem e caráter sigiloso. Durante a tarde, Vasques se reuniu com a secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju), Maria Tereza Uille Gomes, e com membros das polícias Civil e Militar para tratar das medidas no estado.
A Seju informa ainda que intensificou neste mês uma série de ações para prevenir a ocorrência de ataques de criminosos. Por isso, aumentou o rigor na revista aos visitantes e está realizando varreduras semanais nas unidades prisionais em busca de celulares.

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