Arquivo FolhaObras incluem 114 quilômetros de ruas laterais na BR-116O Paraná vai receber R$ 140 milhões para a realização de obras complementares de ampliação e melhoramentos nas estradas. As obras foram incluídas no programa de concessão do corredor rodoviário São Paulo-Curitiba-Florianópolis (também conhecido como Rodovia do Mercosul), que totaliza R$ 1,283 bilhão. O anúncio oficial do projeto foi feito anteontem em uma audiência pública em Brasília.
Uma das principais obras será a construção do Contorno Norte (orçado em R$ 21 milhões), um trecho de 12 quilômetros de pista simples ligando a Estrada da Uva (PR-417) à BR-116. A partir desse ponto, uma via metropolitana de 18 quilômetros irá se estender até a avenida Rui Barbosa, em São José dos Pinhais (BR-277).
Na BR-116, também haverá 114 quilômetros de ruas laterais, desde a divisa com São Paulo até o bairro do Atuba, e no Contorno Leste (BR-116 em Quatro Barras até o Pinheirinho, na Cidade Industrial de Curitiba).
O projeto também inclui nove viadutos e trincheiras e 20 obras de artes especiais (como pontes e passagens), além de 26 passarelas para pedestres e dispositivos anti-ofuscantes em 30 quilômetros de rodovias.
PrazosA licitação para a escolha das concessionárias que ficarão responsáveis pelas obras complementares deve estar concluída em agosto ou setembro. Os trabalhos devem começar dois ou três anos depois do início da concessão.
A duplicação do corredor rodoviário São Paulo-Curitiba-Florianópolis deve estar concluída até o final deste ano. O trecho tem 765 quilômetros de extensão nas BRs 116, 376 e 101. O pedágio na rodovia deve começar no primeiro semestre do próximo ano. Após a conclusão das obras, o Paraná vai contar com 186,6 quilômetros de pista dupla (44 somente no Contorno Leste).
Parte do pedágio será recolhido ao DNER para pagamento das dívidas e encargos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco de Exportações e Importações do Japão (Eximbank). As duas instituições financiaram US$ 900 milhões.
As concessionárias vão ser responsáveis pela conservação, manutenção, restauração periódica e melhoramentos nas rodovias. O critério de escolha da concessão, válida por 25 anos, será a menor tarifa de cobrança de pedágio, com a garantia da qualidade de operação.
‘‘A rodovia deve contar com aparatos de primeiro mundo, como postos de atendimento médico, mecânicos e mecanismo de proteção e recuperação ambiental. Vence quem apresentar o menor preço e sustentar a viabilidade disso’’, disse João Alberto Sautchuk, diretor regional do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).

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